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  • Foto do escritorJulia Maciel

Os prejuízos dos agrotóxicos à saúde mental

Atualizado: 3 de mai.





Não é novidade o impacto negativo que os agrotóxicos exercem sobre ecossistemas inteiros. Muito se fala também sobre como seu uso prejudica a saúde dos nossos corpos. Mas além disso, você sabia que os agrotóxicos podem impactar também nossa saúde mental?

Os organofosforados são um diverso grupo químico amplamente utilizado. Na agricultura, é em geral usado como pesticida. O que parece ser solução acaba virando problema: há indícios de organofosforados presentes nos rios, águas subterrâneas, no solo, no ar e nas plantas e até mesmo no tecido de animais e humanos.

Toda essa contaminação também impacta o cérebro humano: organofosforados são neurotóxicos e a intoxicação com esses pesticidas podem gerar sintomas como depressão, episódios psicóticos, déficts no processamento de informações, perda de memória e dificuldades na resolução de problemas, abstração e flexibilidade cognitiva. E aí vem a pergunta: quais impactos o consumo prolongado de alimentos altamente contaminados por agrotóxicos geram em nossos corpos e mentes?

Os prejuízos mais imediatos e claros são infelizmente constatados em trabalhadores rurais. Por terem contato direto com esses compostos diariamente, muitos são os relatos de intoxicação aguda. O que tem sido identificado em artigos científicos voltados ao assunto é uma correlação entre as situações precárias de trabalho do meio rural e a contaminação por agrotóxicos acarretando em quadros de depressão. No campo, há altos índices de tentativa de suicídio - o que escancara o tamanho deste problema de saúde público.

A depressão é multifatorial e se associa a fatores genéticos, ambientais/sociais e biológicos. Cerca 11,3% da população brasileira relata ter recebido um diagnóstico de depressão. Se lembrarmos que o Brasil é um dos maiores consumidores de pesticidas do mundo, nota-se aí a importância de considerar o seu uso como um dos muitos fatores que podem influenciar num quadro de depressão.




PENSANDO EM SOLUÇÕES


1. Pressionar nossos representantes políticos

mudanças estruturais se fazem viáveis com subsídio governamental. Temos que nos atentar às pautas de cada candidato e pressionar as instituições a valorizar alimentos saudáveis e acessíveis para todos, além de demandar condições dignas de trabalho no campo


2. Se você tem condições financeiras, compre mais orgânicos

Isso incentiva o agricultor familiar a permanecer no campo, um primeiro passo importante para a garantir nossa soberania alimentar. Escrevi um artigo para a myBest Brasil sobre as feiras orgânicas que frequento em Brasília. Você pode conferir aqui.


3. Se puder, plante :)

Assim você vai ter certeza da origem e qualidade do seu alimento.

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