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  • Foto do escritorJulia Maciel

Sobre o poder curativo da arte



Vez ou outra reflito sobre como o processo terapêutico pode se parecer com uma grande faxina: a gente olha pra própria história, tira o pó de alguma lembrança que estava guardadinha, muda uma certeza de lugar, se desfaz de algumas coisas que não se encaixam mais na própria vida, abre espaço pra outras... e por aí vai.

Às vezes é prazeroso, às vezes é desconfortável, e isso tudo faz parte. Mas aí, enquanto estamos lá buscando criar sentidos pra vida, tentando entender os por ques de agirmos assim ou assado... de repente aparece um livro, uma música, um filme que traz novos ares e perspectivas sobre o que tem nos angustiado. Como isso pode ser maravilhoso, pois agrega a esse processo por vezes muito racional de tentar entender a própria vida, amplia nosso olhar.


Atualmente estou lendo Garota, Mulher, Outras, de Bernardine Evaristo. Esse livro apereceu no momento certo, em que estava me questionando constantemente sobre muitos dos assuntos tratados pela história. Cada capítulo conta a perspectiva de uma mulher diferente e isso trouxe uma riqueza enorme para minhas angústias pessoais - de repente me sentia acompanhada por todas aquelas pessoas sobre quem estava lendo, não estava tão só.


Esse post é um pequeno convite para que você se nutra de arte quando a vida estiver cansativa, pesada. Vai naquele show, ouve aquela música que você gosta. Vê o filme que tá na sua lista. Essas coisas importam, e muito.



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